Maturidade de gestão

O papel da Maturidade na Gestão da Saúde: promover a sustentabilidade organizacional

Entenda a maturidade de gestão da Saúde pode contribuir para o sucesso de uma instituição de saúde no cenário atual e futuro

Por roberto Gordilho 

A gestão da Saúde é uma atividade que envolve diversos desafios, como atender às necessidades e às expectativas dos pacientes, garantir a qualidade e a segurança dos serviços, otimizar os recursos e os processos, cumprir as normas e as regulamentações, enfrentar a concorrência e a inovação, e assegurar a viabilidade financeira e a perenidade da instituição. 

Diante desse contexto, como uma instituição de Saúde pode se destacar e se manter sustentável? A resposta está na maturidade da gestão.

Maturidade de gestão

A maturidade da gestão da Saúde é a capacidade de uma instituição de planejar, executar, monitorar e melhorar seus processos, projetos e resultados de forma eficiente e eficaz, buscando a excelência em todas as áreas e níveis da organização. Uma gestão madura envolve a prestação de serviços de qualidade, segurança e satisfação aos clientes, além de garantir a sustentabilidade financeira, a conformidade legal e a responsabilidade social da instituição.

É baseada em cinco pilares, que são: governança corporativa, estratégia empresarial, tecnologias de gestão, gerenciamento de processos e capacitação e motivação das equipes. Esses princípios devem estar alinhados e integrados, formando um sistema de gestão que possibilite à instituição alcançar seus objetivos e metas, criar e sustentar vantagens competitivas, e se adaptar às mudanças e às oportunidades do mercado.

Entenda como cada um desses pilares pode promover a sustentabilidade organizacional.

Governança corporativa

A governança corporativa é o conjunto de princípios, normas, estruturas e mecanismos que orientam e controlam a gestão da instituição, visando o alinhamento entre os interesses dos acionistas, gestores, colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros, órgãos reguladores e a sociedade em geral. A governança corporativa promove a transparência, a ética, a integridade, a prestação de contas e a gestão de riscos na instituição.

A governança corporativa contribui para a sustentabilidade organizacional, pois:

  • Define a missão, a visão e os valores da instituição, bem como os seus objetivos e metas estratégicos;
  • Estabelece as políticas e os procedimentos que devem ser seguidos por todos os envolvidos na gestão da instituição;
  • Cria e mantém uma estrutura organizacional clara, com papéis e responsabilidades definidos, e com mecanismos de delegação, supervisão e avaliação;
  • Implementa e monitora os indicadores de desempenho, os sistemas de controle interno e os planos de ação corretiva e preventiva;
  • Garante o cumprimento das leis, das normas e das boas práticas do setor da saúde, evitando sanções, multas e processos judiciais;
  • Protege o patrimônio e a reputação da instituição, prevenindo e mitigando os riscos operacionais, financeiros, legais, ambientais e sociais;
  • Promove a participação, a comunicação, a colaboração e a confiança entre os stakeholders, fortalecendo as relações e os compromissos;
  • Busca a melhoria contínua e a inovação, incentivando a aprendizagem, a criatividade e a adaptação às mudanças.

Estratégia empresarial

A estratégia empresarial é o planejamento de longo prazo que define a missão, a visão, os valores, os objetivos, as metas, os indicadores e as iniciativas estratégicas da instituição, considerando o cenário externo e interno, as oportunidades e as ameaças, os pontos fortes e fracos e os recursos disponíveis. A estratégia empresarial orienta as decisões e as ações da instituição, buscando criar e sustentar vantagens competitivas no mercado.

A estratégia empresarial agrega valor à gestão por conta de alguns benefícios, como:

  • Define a razão de ser, o propósito e a direção da instituição, bem como os seus diferenciais e os seus valores;
  • Estabelece os resultados esperados, os prazos, os recursos e as responsabilidades para o alcance dos objetivos e metas;
  • Analisa o ambiente externo e interno, identificando as forças, as fraquezas, as oportunidades e as ameaças que afetam a instituição;
  • Escolhe as melhores alternativas de ação, considerando os custos, os benefícios, os riscos e os impactos de cada uma;
  • Implementa e monitora as iniciativas estratégicas, verificando o seu andamento, o seu desempenho e o seu alinhamento com a estratégia;
  • Avalia e revisa a estratégia, incorporando as lições aprendidas, as mudanças ocorridas e as novas demandas do mercado;
  • Comunica e dissemina a estratégia, engajando e motivando os colaboradores, os clientes, os parceiros e os demais stakeholders.

Tecnologias de gestão

As tecnologias de gestão são as ferramentas, os sistemas, os métodos e as técnicas que apoiam e facilitam a gestão da instituição, permitindo a coleta, o armazenamento, o processamento, a análise, a comunicação e a utilização de dados e informações para a tomada de decisão, a execução de processos, a coordenação de equipes, a avaliação de desempenho e a melhoria contínua. As tecnologias de gestão incluem, por exemplo, softwares de gestão integrada, sistemas de informação em saúde, plataformas de telemedicina, dispositivos móveis, inteligência artificial, big data, analytics, cloud computing, blockchain, entre outras.

Alguns usos da tecnologia para ampliar a eficiência:

  • Automatizam e integram os processos, reduzindo erros, desperdícios, retrabalhos e custos operacionais;
  • Facilitam e agilizam o acesso, o compartilhamento e a atualização de dados e informações, melhorando a qualidade, a confiabilidade e a segurança da informação;
  • Auxiliam na tomada de decisão, fornecendo dados, informações, análises, relatórios e recomendações para os gestores;
  • Apoiam a execução de processos, fornecendo ferramentas, recursos, orientações e feedbacks para os colaboradores;
  • Melhoram a comunicação e a colaboração entre as equipes, os clientes, os parceiros e os demais stakeholders, facilitando o fluxo de informação, a interação e a resolução de problemas;
  • Aumentam a produtividade, a qualidade e a eficiência dos serviços, possibilitando a realização de mais e melhores atividades com menos recursos e tempo;
  • Promovem a inovação, possibilitando a criação, o desenvolvimento e a implementação de novos produtos, serviços, processos e modelos de negócio.

Gerenciamento de processos

Trata-se da abordagem sistemática e disciplinada que visa identificar, mapear, modelar, documentar, padronizar, executar, monitorar, avaliar e melhorar os processos da instituição, buscando otimizar o uso dos recursos, reduzir os desperdícios, eliminar as falhas, aumentar a produtividade, a qualidade e a eficiência dos serviços prestados. O gerenciamento de processos envolve a definição de fluxos, atividades, responsáveis, entradas, saídas, fornecedores, clientes, requisitos, restrições, indicadores e metas de cada processo, bem como a implementação de metodologias e ferramentas de gestão da qualidade, como PDCA, Lean, Six Sigma, BPM, entre outras.

O gerenciamento de processos pode contribuir para a gestão das seguintes formas:

  • Organizar e padronizar os processos, evitando a duplicidade, a inconsistência e a ineficácia das atividades;
  • Otimizar e racionalizar os recursos, evitando o desperdício, o excesso e a escassez de materiais, equipamentos, pessoal e tempo;
  • Facilitar e agilizar o acesso, o compartilhamento e a atualização de dados e informações, melhorando a qualidade, a confiabilidade e a segurança da informação;
  • Auxiliar na tomada de decisão, fornecendo dados, informações, análises, relatórios e recomendações para os gestores;
  • Apoiar a execução de processos, fornecendo ferramentas, recursos, orientações e feedbacks para os colaboradores;
  • Melhorar a comunicação e a colaboração entre as equipes, os clientes, os parceiros e os demais stakeholders, facilitando o fluxo de informação, a interação e a resolução de problemas;
  • Aumentar a produtividade, a qualidade e a eficiência dos serviços, possibilitando a realização de mais e melhores atividades com menos recursos e tempo;
  • Promover a inovação, possibilitando a criação, o desenvolvimento e a implementação de novos produtos, serviços, processos e modelos de negócio.

Gestão de Pessoas

As pessoas são o recurso mais importante de uma organização de saúde, pois são elas que realizam os processos, prestam os serviços, interagem com os clientes e representam a imagem da instituição. Por isso, a gestão de pessoas é um pilar fundamental para a maturidade da gestão da saúde. Esse princípio envolve a atração, a seleção, a contratação, a integração, a capacitação, a avaliação, o reconhecimento, a retenção e o desenvolvimento dos colaboradores, buscando formar equipes qualificadas, motivadas, comprometidas e alinhadas à estratégia da organização.

Os ganhos à instituição e operação são diversos. Por exemplo:

  • Garante que a organização tenha os profissionais adequados para cada função, de acordo com as competências técnicas e comportamentais requeridas;
  • Oferece oportunidades de aprendizagem e crescimento profissional, estimulando o desenvolvimento de novas habilidades e conhecimentos;
  • Cria um clima organizacional positivo, baseado na confiança, no respeito, na comunicação, na colaboração e na valorização das pessoas;
  • Promove a satisfação, a motivação, o engajamento e a produtividade dos colaboradores, reduzindo a rotatividade, o absenteísmo e o estresse;
  • Reconhece e recompensa os colaboradores pelos resultados alcançados, pela contribuição para a organização e pelo desempenho individual e coletivo;
  • Fomenta a cultura de qualidade e segurança, incentivando as boas práticas, a prevenção de riscos e a melhoria contínua.

Como aumentar a maturidade de gestão da saúde

Para aumentar a maturidade de gestão da saúde, é preciso trabalhar os cinco pilares de forma integrada e sistêmica, buscando a excelência em todas as áreas e níveis da organização. Algumas ações que podem ajudar nesse sentido são:

  1. Realizar um diagnóstico da situação atual da organização, identificando os pontos fortes, os pontos fracos, as oportunidades e as ameaças;
  2. Definir um plano de ação com objetivos, metas, indicadores, responsáveis, prazos e recursos para cada pilar;
  3. Implementar as ações planejadas, monitorando e controlando o seu andamento, o seu desempenho e o seu alinhamento com a estratégia;
  4. Avaliar os resultados obtidos, comparando-os com os esperados, identificando as causas dos desvios e as oportunidades de melhoria;
  5. Revisar e atualizar o plano de ação, incorporando as lições aprendidas, as mudanças ocorridas e as novas demandas do mercado;
  6. Comunicar e disseminar as ações, os resultados e as boas práticas, engajando e motivando os colaboradores, os clientes, os parceiros e os demais stakeholders.

É fundamental que líderes e gestores da Saúde compreendam que a maturidade de gestão é um fator determinante para o sucesso de uma organização, pois impacta diretamente na qualidade dos serviços, na saúde e no bem-estar dos clientes, e na sustentabilidade financeira e social da instituição. Por isso, é preciso que os profissionais adotem estratégias de gestão que possam aumentar a maturidade da gestão da saúde, sem comprometer a qualidade das entregas. 

Sobre o PROAMA

O PROAMA (Programa de Aceleração da Maturidade de Gestão da Saúde) é uma iniciativa que visa apoiar as organizações de saúde a aumentarem a sua maturidade de gestão, por meio de um método exclusivo e comprovado, baseado nos cinco pilares. O PROAMA oferece consultoria, capacitação, mentoria, ferramentas e soluções para as organizações de saúde que desejam se destacar e se manter sustentáveis no cenário atual e futuro da saúde.

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